Síndrome pós-covid: a importância do autocuidado e reabilitação.

Com mais de 12 milhões de pessoas curadas do covid-19 no Brasil atualmente, devemos ficar atentos aos sintomas que podem persistir por um tempo mais longo. Estudos demonstram que até 80% dos recuperados podem permanecer com ao menos um sintoma após o término da infecção. Para combater o coronavírus, nosso sistema imunológico desencadeia uma resposta inflamatória que em algumas pessoas pode ser exacerbada e com potencial de lesionar órgãos e tecidos, fator que favorece a manutenção da sintomatologia por um período maior. As principais manifestações pós-covid são: fadiga, falta de ar, dor de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, ausência do paladar e olfato, dor no peito, tontura, trombose, palpitação, depressão, ansiedade, dificuldade de linguagem, memória e raciocínio.

A fadiga e dificuldade de realizar tarefas simples como tomar banho ou escovar os dentes são alguns dos problemas mais comuns dos estudos. Para os internados que sofrem de perdas da massa muscular significativa, os desafios são ainda maiores.

É importante uma avaliação multidisciplinar, de acordo com a necessidade de cada indivíduo, abordando os aspectos cardiorrespiratórios, musculares e cognitivos. Os cuidados devem iniciar o quanto antes, para que as sequelas não se tornem permanentes.

A reabilitação deve ter como objetivo aliviar os sintomas de fadiga e falta de ar, sofrimento psicológico e melhorar a participação nas atividades diárias e qualidade de vida. Deve-se realizar exercícios respiratórios, alongamentos, caminhada, exercícios de fortalecimento muscular, de acordo com a tolerância de cada pessoa. Não deixe de manter sua conexão social mesmo que remotamente, faça atividades relaxantes e que lhe dê prazer, durma bem o suficiente, coma de forma saudável, retorne para suas atividades aos poucos, economizando energia e deixe que outras pessoas ajudem nas tarefas que tem maior dificuldade em realizar.

Não ignore pequenos comprometimentos, isso pode ter outras consequências lá na frente. Faça um acompanhamento com um profissional da saúde.

Editado por: Viviane Porangaba. Médica Fisiatra. Membro da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação. Médica Fisiatra do Centro Especializado de Reabilitação da Universidade Estadual de Ciências Médicas de Alagoas. Mestre em Ciências da Saúde pela UFAL. Certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo Conselho Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida e American College of Lifestyle Medicine.

Instagram: @dravivianeporangaba

Fontes:

  • Support for rehabilitation self-management after covid-19 – related illness in 2020. Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clinicas da faculdade de São Paulo, 2020.
  • Post – acute covid-19 syndrome. Nature Medicine. doi: 10.1038/s41591-021-01283-z

Dra. Viviane Porangaba

Dra. Viviane Porangaba. Médica Fisiatra. Membro da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação. Médica Fisiatra do Centro Especializado de Reabilitação da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas. Mestre em Ciências da Saúde pela UFAL. Certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo e Vida e American College of Lifestyle Medicine.

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